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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

A varejista online chinesa Jingdong Mall está pronta para começar um processo de abertura de capital de US$ 5 bilhões.

A varejista online chinesa Jingdong Mall está pronta para começar um processo de abertura de capital na próxima semana e que pode representar um desafio para o apetite de investidores nos Estados Unidos por ações de companhias chinesas.

A empresa, também conhecida como 360buy.com, planeja levantar entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões em uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), possivelmente na primeira metade de 2012, segundo o IRF, um serviço de notícias da Thomson Reuters.

Um IPO deste tamanho superaria o do Google em 2004, quando a empresa levantou US$ 1,9 bilhão na maior oferta pública de ações de uma empresa de Internet já realizado nos Estados Unidos, segundo dados da Thomson Reuters.

A Jingdong deve realizar um roadshow na próxima semana em Pequim para escolher agentes subscritores para o IPO, informou o IFR nesta quarta-feira, citando fontes familiares com o negócio.

Uma das fontes disse que o IPO pode ultrapassar US$ 5 bilhões, dependendo de quando for realizada.

A notícia do IPO da Jingdong Mall vem em meio a dificuldades para o mercado norte-americano de IPOs, que tem derrapado por causa da alta volatilidade desencadeada pela crise da dívida na Europa e pela fraca recuperação economica norte-americana. Diversos IPOs já foram cancelados mês passado.

A presidente Dilma Rousseff que o País passará por um grande periodo de estagnação.

A presidente Dilma Rousseff disse nesta terça-feira que a atual crise econômica internacional é mais grave que a de 2008, que os países desenvolvidos se preparam para um longo período de estagnação, mas que os efeitos não devem amedrontar os brasileiros, que devem enfrentar as turbulências consumindo.

"A crise atual é mais complexa que aquela de 2008, da qual nós nos saímos muito bem. Os países ricos se preparam para um longo período de estagnação e até de recessão. Mas a crise não nos ameaça fortemente", disse Dilma em seu pronunciamento de 7 de setembro, transmitido em rádio e TV na noite desta terça-feira.

Em uma fala de cerca de 11 minutos, Dilma focou em economia e na atual crise mundial. Destacou, como em seus recentes discursos, a capacidade do Brasil de enfrentar as recentes turbulências, reafirmou que o governo está atento e pediu aos brasileiros que sigam consumindo.

"Estaremos bem atentos para evitar qualquer efeito mais grave da crise internacional. Estar atento não significa ficar com medo, ou ficar paralisado. Ao contrário, vamos continuar trabalhando , consumindo, abrindo e ampliando empresas, plantando e colhendo os frutos da nossa agricultura."

Dilma citou ainda que a "estabilidade da economia está garantida", que a "inflação está sob controle" --apesar do acumulado nos últimos 12 meses ter superado o teto da meta, de 6,5 por cento-- e que "os juros voltaram a baixar", numa referência ao corte da taxa básica anunciada pelo Banco Central na semana passada.

Ainda sobre a crise, Dilma reafirmou que a defesa e a ampliação do mercado interno são suas principais armas do país para reagir aos efeitos externos.

"Quero deixar bem claro que meu governo não irá permitir ataques às nossas indústrias e aos nossos empregos. Não vai permitir jamais que artigos estrangeiros venham concorrer de forma desleal com os nossos produtos."

Por fim, numa rápida menção às denúncias de corrupção que atingem seu governo, disse que o Brasil é "um país que com malfeito não se acomplicia jamais e que tem a defesa da moralidade no combate à corrupção uma ação permanente e inquebrantável".


Entenda como esta nossa Economia Nacional e Mundial.

A recente globalização das trocas comerciais e dos serviços a nível global veio revelar as fragilidades do modelo de desenvolvimento dos países e das regiões, especialmente os mais periféricos e/ou de sub-desenvolvimento relativo, demonstrando a sua incapacidade para promover o desenvolvimento efectivo das regiões em questão, agora cada vez mais sujeitas à competição com outras regiões na captação dos recursos “motores” desses investimentos.

Este tema tem vindo a ser objecto de uma profunda e regular investigação realizada no âmbito da SaeR ao longo dos anos, nomeadamente centrada sobre os modelos económicos teóricos adequados à instalação de mecanismos saudáveis de desenvolvimento económico das regiões e países e, igualmente, a ser objecto da produção de diversos projectos de desenvolvimento, tanto de carácter regional como sectorial, realizados para o Estado Português e para diversos Estados da CPLP.

As metodologias de análise, diagnóstico e acção desenvolvidas na SaeR relativas a esta problemática fundamentam-se sempre, e para além de uma atitude da maior e mais absoluta independência face a quaisquer tipos de interesses, em aprofundados estudos de caracterização da situação das realidades em presença, em avaliações comparativas com as condições de concorrência nos mercados globais a curto, médio e longo prazo e, fundamentalmente, com o objectivo de proporcionar aos países, regiões ou sectores em estudo, as melhores condições para a majoração da geração de valor que permita que se afirmem com solidez e de um modo independente e o mais estável e autónomo possível face às condições de adversidade que as naturais dinâmicas dos mercados globais criam sistematicamente.

Nesta perspectiva, a abordagem à componente regional e territorial assume um papel determinante, por quanto só a partir dessa base territorial é que se poderão afirmar as indispensáveis condições de identidade nacional, tendo por base não apenas a geografia, mas igualmente a caracterização cultural das populações e a própria especialização económica adoptada, para desse modo criar os mecanismos de diferenciação das ofertas de Valor oriundas desse território ou País, nomeadamente através da sua associação a produtos inovadores e a marcas próprias.

Educação Financeira em um País que desconhece o ensinamento de Juros e financiamento.

Já comentamso muitas vezes aqui no Economia Nacional e Mundial que não é de hoje que a questão da educação me incomoda.

Falo da educação formal, aquela do dia a dia na escola, das aulas, tarefas e convívio com professores e orientadores, mas também da educação do cidadão, a do respeito aos direitos dos outros, do tratamento educado e do exemplo familiar.

Convido o leitor a olhar para as escolas, professores e crianças de seu convívio.

Os professores são devidamente valorizados, preparados e motivados? Como as crianças se comportam quando na presença de outras crianças e adultos? Como vem sendo seu desempenho em disciplinas importantes como matemática, ciências e história? Como anda a gramática, seu vocabulário e capacidade de criar uma boa redação?

A relação entre professores, pais e alunos também requer reflexões profundas.

Quantas dessas crianças têm o hábito de ler, de gibis a livros? Quais são os exemplos dados pela família e tutores no sentido da construção do cidadão? O material didático e o programa pedagógico são adequados?

Suas respostas serão, provavelmente, as mesmas que já ouvi inúmeras vezes por ai: “A escola particular oferece boa educação, mas é cara.

A escola pública é acessível, mas também ineficiente, mal administrada e de péssima qualidade”. Pois é, como formar adultos mais conscientes em um cenário assim?

Prova ABC
O nosso sentimento ganhou um apoio estatístico. O grupo formado pelo Todos pela Educação, Instituto Paulo Montenegro/Ibope, Inep/MEC e Cesgranrio aplicou uma avaliação em 250 escolas, escolhidas por sorteio, durante o primeiro semestre deste ano.

A Prova ABC, como foi chamada, continha 20 questões de matemática e português e uma redação.

No total, 6.000 alunos que concluíram o 3º ano do ensino fundamental (antiga 2ª série), de escolas públicas e privadas, realizaram o teste. Para medir o desempenho dos alunos, os organizadores definiram 175 pontos como a pontuação mínima esperada para matemática e português e 75 pontos para a redação.

Os resultados assustam:

  • Na média, 56,1% dos alunos atingiram o desempenho esperado em português, 53,4% em redação e 42,8% em matemática;
  • Os resultados apenas da rede pública são lamentáveis. Apenas 48,6% dos alunos atingiram nota mínima em português. Os números então desabam: 43,9% dos alunos da rede pública atingiram a nota mínima na redação e 32,6% o fizeram no teste de matemática;
  • A rede particular atingiu 79% de alunos com pontuação mínima em português, 82,4% em redação e 74,3% em matemática;
  • As diferenças entre os acertos dos alunos de rede pública e privada se acentuam quando comparadas regiões diferentes do Brasil. No Sudeste, 81% dos alunos da rede particular atingiram o mínimo exigido em matemática. Na rede pública, o número caiu para 37%.

Abro espaço para um trecho do editorial da Folha de S. Paulo de domingo, 28 de agosto:

Confirma-se, é claro, a constatação de que o Brasil tarda a enfrentar o desafio que se segue ao processo, bem-sucedido, de universalização do ensino básico.

Garantido o acesso ao ensino fundamental, falta fazer com que se torne, de fato, ensino – Editorial “Tempo Perdido”, Folha de S. Paulo - 28/08/2011.


O que isso tem a ver com educação financeira?


Ora, pense como é grande o desafio de trabalhar conceitos importantes de negociação, cálculo de taxas de juros, comparação de preços e interpretação de contratos quando nossas crianças e jovens sequer são preparados para lidar com o troco do café e com a interpretação de um texto simples.

Como cidadãos, não adianta justificar a situação e simplesmente cruzar os braços. Podemos e devemos agir:

  • Não delegar apenas à escola as ações e exemplos de formação do cidadão permitirá a você criar laços duradouros com seus filhos e familiares. Mais do que citar e valorizar bons modelos, é preciso ser e agir como modelo ;
  • Agir mediante princípios e valores éticos absolutamente transparentes e sinceros deve ser a conduta básica do cidadão no dia a dia – e não um diferencial ou uma qualidade presente apenas em poucas pessoas;
  • Preocupar-se com a formação continuada e melhorada significa preparar-se para melhores oportunidades de trabalho, mantendo a empregabilidade em níveis elevados – atitude que traz aumento de renda, mais qualidade de vida e ascensão profissional.

A relação entre a qualidade do ensino e o potencial de uma nação, apesar de não ser clara para todos, existe e tem peso enorme no desenvolvimento e crescimento nacionais.

Como país, fomos corajosos e persistentes ao realizar importantes mudanças econômicas e políticas na nossa jovem democracia.

Que a educação receba a atenção que merece para que tudo o que conquistamos não seja apenas história, mas uma história de sucesso. Porque, lembre-se, queiramos ou não, somos parte dela; melhor que ela seja boa e que possamos contribuir.


Economia: Conheça a história do Dragão Adormecido que virou Potência Mundial.

Ao longo da história da humanidade a China vez por outra sobe o pódio como potência.

Não é pra menos, a civilização chinesa é uma das mais antigas do mundo e a China tem dimensão continental, recursos naturais, climas variados e uma população de aproximadamente 1,34 bilhão de habitantes.

No século passado a China passou por um período conturbado até que a revolução comunista instalou em 1949 a República popular da China.

Enquanto a China seguiu a cartilha do comunismo sobreviveu com dificuldades internas como fome e miséria crônicos.

Em 1978, com a morte de Mao Tse-tung, Deng Xiaoping promoveu uma grande reforma na China transformando-a em economia mista, denominada socialismo de mercado.

Junto com as reformas econômicas foi implantada uma revolução no ensino com o objetivo de formar mão de obra especializada para alavancar o desenvolvimento e lançar a China na disputa pelo mercado internacional.

Atualmente a China é uma potencia nuclear e a segunda economia do mundo com um PIB de US$ 6,47 trilhão.

Com sua política de preços a China conquistou o mercado internacional e sem que ocidente se dê conta vai estrangular a economia global levando a uma crise de desfecho incerto.

É difícil prever este futuro, mas é certo que estamos diante de uma equação que não converge. Mais cedo ou mais tarde a crise virá.

O fato da China ter de alimentar 1,34 bilhão de indivíduos talvez seja um dos problemas mais graves. Se houver escassez de alimentos não há como evitar uma revolução e o caos. Para a China, segurança alimentar é questão de sobrevivência.

Tanto é verdade, que recentemente a China iniciou um programa de compra de terras no Brasil e na África para formar colônias agrícolas. A novidade é que na África usariam mão de obra de prisoneiros que trabalhariam literalmente por um prato de comida.

Na África a China já vinha impondo sua estrutura de trabalho semi escravo aos africanos, na exploração de recursos minerais.

Outro gargalo da China é a questão energética, pois o país não tem reservas de petróleo. Existe carvão mineral abundante, mas sua queima em termoelétricas é altamente poluente.

Para fechar um ciclo nefasto e baratear mais ainda a produção, a legislação ambiental na China praticamente inexiste.

O fato é que por razões diversas a China está alavancando sua indústria e seu desenvolvimento com base numa política altamente lesiva ao mundo.

Ao reduzir custos de produção sacrificando o meio ambiente e aviltando a mão de obra permitindo que trabalhadores trabalhem por pouco mais do que uma ração diária de alimentos, a China resolveu um problema interno, ganhou competitividade, mas desequilibra a economia global. Seus produtos se tornam muito baratos por concorrência desleal.

Onde quer que exista concorrência de produtos chineses, a indústria local quebra ou se rende e transfere-se para a China. A população global aplaude e consome cada vez mais. Nunca na história da humanidade ter e consumir foi tão barato.

Até este ponto não existe grande novidade.

A questão é que pelas razões descritas, aos poucos e em busca de competitividade ou aumento do lucro, a indústria ocidental está se transferindo voluntariamente para China. O ocidente está alimentando o dragão e parece não ter se dado conta.

A transferência de indústrias com todo seu ciclo produtivo e respectivas tecnologias para a China tem sido um caminho trilhado por grandes empresas e multinacionais.

Mas poucos se deram conta que estão matando a galinha dos ovos de ouro. A transferência do ciclo produtivo para a China tem diversas consequências lesivas aos países de origem.

A cada linha de produção que fecha num país e se muda para a China, pessoas ficam desempregadas numa ponta e mais chineses são empregados na outra.

Com isso as economias onde a produção se retrai entram num processo de estagnação. Se não há emprego, não há consumo e a economia não gira.

Mas existe uma questão mais grave. A transferência de linhas de produção fatalmente leva consigo tecnologia de ponta e conhecimento cujo desenvolvimento custou tempo de pesquisa e consumiu recursos, via de regra bancados por governos, universidades e pela própria indústria.

Aqueles que hoje desenvolvem pesquisa e depois instalam suas empresas na China estão doando conhecimento e alimentando o dragão. Estão poupando à China até do custo da espionagem industrial.

A China está se apropriando deste conhecimento sem pagar um único centavo e com este está se tornando uma economia cada vez mais forte a sufocar o mundo.

O capitalismo ocidental representado por empresários dirigentes de grande empresas e multinacionais, neste momento parece não perceber como a história vai terminar.

Governos obtusos tem tolerado a concorrência desleal da China e nada tem sido feito para impedir a evasão do conhecimento e de linhas de produção.

Não se pode esperar da massa popular global que nunca teve acesso ao consumo, que entenda as consequencias de comprar produtos chineses manufaturados a custo de dumping social e ambiental. Pedir a pobres que boicotem produtos chineses e deixem de consumir chega a ser desumano.

Cabe aos Estados soberanos zelar pelo futuro do bem estar social de seus cidadãos e em instância superior à Organização das Nações Unidas com seus diversos mecanismos, atuar com medidas mais severas, não permitindo que a China pratique concorrência tão desleal e lesiva ao mundo.

Cada produto vendido barato tem um custo adicional não repassado ao consumidor diretamente, que no futuro será cobrado com juros e correção. A conta será paga com sangue, suor, lágrimas e vidas, principalmente das populações mais pobres.

Quando todos acordarem do sonho de consumo e do lucro fácil, talvez seja tarde.

A China já é uma potência a deterior a sociedade global e acelerar a destruição do planeta.

O mundo precisa parar de consumir produtos chineses compulsivamente ou num futuro não muito distante, por questão de sobrevivência, todos terão que se igualar às condições de produção da China o que representaria um gigantesco retrocesso no conforto e bem estar social já conquistados.